segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Texto - Em casa (por Sara Fernandes)

Assim que a Talithinha lançou o blog, fiquei ansiosa para, de alguma forma, expressar a importância desse GCOI para mim, já que agora tinha o espaço.

E eu, que falo demais, pensei em 754 coisas pra dizer pra essas pessoas e sobre essas pessoas.

Aí lembrei da minha dificuldade em mandar cartões para os meus pais, porque eles acabam sempre virando cartas, tanto que eu tenho a dizer.

E não pude deixar de perceber a semelhança desse grupo com a minha família.
Nesse lugar, eu, filha única, descobri irmãos e irmãs para muito além do jargão que alguns adotam na igreja. Descobri pessoas com quem eu me importo, admiro, torço, quero compartilhar a vida, cuidar. Pessoas que se identificam para muito além do jeito de falar, apesar de que não dá mais pra gente falar tão parecido (rsrsrs).

Nesse GCOI eu entendi, de verdade, que aquela igreja de Atos ainda pode ocorrer, porque aqui se compartilha o vocabulário, as risadas, as caras, as zueras, mas também as preocupações, as orações, as ansiedades. Porque esse povo sai junto no fim de semana, mas também se ajuda nos problemas do dia-a-dia, na cansera do trabalho, no resistir ao mal.

E como bons irmãos, não tem pouca encheção, pouca zuera, poucas tiradas; mas ai daquele que de fora vier falar de qualquer um de nós.
E se algum dia nos foi ensinado que somos irmãos em Cristo, tenho a leve sensação de que era para que caminhássemos para algo perto disso.

Amigos mais chegados que irmãos, obrigada por serem tanto na minha vida.

E se você ainda não encontrou uma família como essa, pode entrar, a casa é nossa.

1 comentários:

Guilherme disse...

Lindo Sarinha, quase chorei...

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